Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/08/2025
Em 1948, o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) da ONU, afirmou que todos são iguais em dignidade e direito. Entretanto, as dificuldades em promover inclusão de pessoas com autismo no Brasil mostra descompasso em relação à Declaração. Assim, a solução do problema exige que se combata a falta de assistência para com essas pessoas e a falta de oportunidades que esse grupo enfrenta.
Diante desse cenário, a falta de assistência, principalmente psicológica, às pessoas diagnosticas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) dificulta a inclusão dessas na sociedade brasileira, visto que essas precisam de suporte para conseguirem viver – e conviver – de forma saudável. No Brasil, a criação da Lei Romeo Mion, por exemplo, mostra um avanço na promoção da inclusão de pessoas com TEA. Toda-via, a mera existência de leis, sem efetivo cumprimento, é insuficiente. Outrossim, somente classificar autistas como PCDs e conceder-lhes benefícios, sem acompanhamento profissional especializado, também se mostra inadequado.
Ademais, há, também, a falta de oportunitades que pessoas com autismo enfren-tam no Brasil, sobretudo no mercado de trabalho. Na música “Castelo Triste”, do grupo de rap “Facção Central”, é retratado os enormes desafios presentes na vida de um jovem PCD – situção que é agravada pelo fato dele ser pobre e periférico. Nesse sentido, o vocalista Eduardo Tadeo proclama: Aqui te dão no estaciona-mento espaço reservado, mas não emprego pra comprar o carro adaptado. Desse modo, é evidente que o Brasil apenas remedia o problema e não o previne, isto é, não oferece mecanismos que possibilitam inclusão de pessoa com TEA.
Portanto, é urgente que sejam quebradas as barreiras na inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Destarte, a fim de promover uma inclusão eficaz dos autistas na sociedade, é imprescindível que o Ministério da Saúde – órgão também responsá-vel pela saúde psíquica (e não somente físca) da população – proporcione maior amparo às pessoas com TEA. Isso deve ser feito por meio da capacitação de profis-sionais para lidar com essa síndrome especificamente, e criação de postos de atendimento. Dessa forma, o Brasil poderá evoluir em consonância com o artigo 1º da DUDH e caminhar rumo a uma sociedade mais inclusiva.