Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/09/2025
A série “The Good Doctor” retrata, a vida de um jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enquanto faz residência médica e como os colegas o julgam incapaz, no entanto, o jovem mostra que com o apoio adequado ele é um excelente profissional. De modo análogo ao seriado, na realidade brasileira pessoas com TEA também enfrentam preconceitos e são julgados como inaptos. Nesse contexto, tal cenário problemático decorre da falta de conhecimento da população a respeito do transtorno e falta de acesso gratuito à terapias adequadas, sendo os principais fatores que dificultam a inclusão das pessoas com TEA à sociedade.
Diante disso, grande parte da população tem conceitos pré-concebidos no que tange o transtorno do espectro autista. Nesse sentido, o educador Paulo Freire, diz “A educação não transforma o mundo. A educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.” Nessa perspectiva, a ausência de uma educação que estimule o pensamento crítico faz com que a população mantenha posturas preconceituosas, o que intensifica a marginalização de indivíduos com o transtorno e consolida estigmas sociais que dificultam a efetivação de práticas inclusivas.
Além disso, pessoas com TEA tem dificuldade de acesso a terapias específicas de forma gratuita no país. Nesse viés, a Declaração dos Direitos Humanos (1948) no Artigo 1 diz: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e diretos”. Entretanto, o direito a acesso a saúde tem sido dificultado a essa parcela da população, uma vez que o tratamento terapêutico é essencial para qualidade de vida desses indivíduos, de modo que a indisponibilidade de tratamento dificulta a inclusão e integração desses indivíduos na sociedade.
Sendo assim, para mitigar exclusão de pessoas com TEA, urge que o Ministério da Educação, por meio de campanhas de conscientização, realize debates e palestras sobre o tema nas escolas do país, com a finalidade de formar cidadãos mais empáticos e capazes de combater a estigmatização acerca do transtorno. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio de uma comissão especializada, implemente nas unidades básicas de saúde equipes de terapeutas especializados, para que mais pessoas tenham acesso gratuito a esse cuidado. Pois assim, será possível que esses indivíduos sejam incluídos na sociedade.