Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/09/2025
A série cinematográfica “The Good Doctor” narra a história de Shaun, um estudante de medicina com transtorno do espectro autista que enfrenta diversos preconceitos e discriminação ao longo do enrredo para tornar-se médico. No entanto, ainda que se trate de uma obra ficcional, a trajetória do protagonista evidencia obstáculos reais enfrentados por pessoas com autismo, sobretudo no que diz respeito à aceitação social e à inserção no mercado de trabalho.
Primeiramente, como diz o grande filósofo Voltaire: “Preconceito é opinião sem conhecimento”. No entanto, como citado pelo filósofo, o preconceito é o principal fator no isolamento de crianças que apresentam autismo em fase escolar, em que muitas vezes são excluídas em sala de aula por falta de profissionais capacitados. Por não haver quem as instrua adequadamente em sala, acabam se isolando dos demais alunos, apresentam dificuldades de aprendizado e comportamentos até mesmo agressivos com os demais. Logo, temos que erradicar este tipo de atitude, tendo como fator determinante a inclusão social.
Ademais, a Constituição Federal de 1988 diz: “Todos os cidadãos têm o direito ao convívio social”. Todavia, o que presenciamos é a dificuldade de aceitação da sociedade às pessoas portadoras do espectro autista, principalmente na inclusão ao mercado de trabalho, em que não somente encontram dificuldade para conseguir vagas por apresentarem comportamento atípico, como também se deparam com vagas limitadas e salários defasados, não tendo nenhuma perspectiva de crescimento na empresa. Entretanto, por maior que sejam os esforços do Governo Federal em exigir cota para pessoas com deficiência ou que apresentam comportamentos atípicos, ainda é bem problemática a inclusão destas pessoas à sociedade, mostrando o descumprimento à Carta Magna.
Portanto, o Governo Federal, encarregado de promover o bem-estar dos Estados e Municípios, deve, por meio de projeto de leis e repasse de verbas, aumentar o número de profissionais capacitados, oferecendo curso para capacitar os profissionais atuantes, também realizar projetos de lei que criem plano de carreira, fazendo com que tenha uma melhor perspectiva profissional. Dessa forma, estaremos mais próximos de alcançar os ideais de justiça e igualdade.