Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 20/10/2025
A Constituição federal, promulgada em 1988, estebelece que todos os cidadão têm direito à igualdade e dignidade. Contudo, o documento não tem sido eficaz na prática, visto que ainda se faz necessário enfrentar os desafios para a inclusão de pessoas com Transtorno de Espectro Autista na sociedade brasileira. Nesse sentido, faz-se de suma importância analisar o preconceito e a negligência governamental como fatores que fomentam essa problemática.
Sob essa perspectiva, é válido ressaltar a discriminação como potenciadora do problema. A série “The Good Doctor” relata o cotidiano do Dr. Shaun Murphy, um médico autista que durante seu trabalho sofre com desigualdades e questionamentos de seus colegas em relação a sua capacidade. Assim, torna-se notável que pessoas com TEA enfrentam inúmeras dificuldades para conquistar seu espaço na sociedade, tendo em vista que devem lutar bravemente contra o ceticismo dos indivíduos de seu cotidiano. Logo, compreende-se que é incabível que situações como essa continuem a se perpetuar.
Ademais, é essencial um exame da omissão do Poder Público como motivador desse imbróglio. O termo “cidadania de papel” é um conceito da sociologia que critica a distância entre os direitos formalmente garantidos na constituição e pelas leis, e pela realidade concreta da população. Dessa forma, é perceptível que esse ideal sociológico é algo concreto no corpo social brasileiro, dado que apesar das leis existirem a máquina pública é desleixada em fiscalizá-las e regulamentá-las tornando-as ineficazes. Sendo assim, é importante a dissolução dessa conjuntura.
Portanto, medidas precisam ser encontradas para coibir essa situação. Cabe ao Governo federal -órgão administrativo máximo no país-, promover o acesso a informação sobre o autismo e fazer cumprir às leis que incluam autistas em todas as camadas sociais, por meio de palestras em instituições de ensino e, também intensos monitoramentos da Lei de Inclusão. Espera-se com isso garantir o que foi previsto na Constituição de 1988 e, consequentemente, tornar o Brasil um país inclusivo em que indivíduos com Transtorno de espectro autista possam sentir-se seguros.