Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/10/2025
Por autismo compreende-se uma alteração no neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interações e desenvolvimento social. É perceptível na sociedade o preconceito sofrido por esses indivíduos, não só como crianças nas escolas, mas quando adultos, seja na jornada profissional ou na convivência como so- ciedade, enfrentando verdadeiras barreiras pela plena participação. É de suma importância a maior inclusão dos neurodivergentes, respeitando o artigo 5º da Constituição Bra- sileira cujo pilar é de que todos os cidadãos são iguais perante a lei.
Por um lado, convêm ressaltar que a escassez de conhecimento sobre o autismo é um fator determinante para a dificuldade da inclusão destes indivíduos. Esse cená- rio pode-se relacionar com a teoria de coerção social,descrito pelo filósofo Emile
Durkheim: quando os padrões comportamentais socialmente impostos não são se- guidos, os indivíduos envolvidos estão fadados a sofrer pré-julgamento. No Brasil, ainda pouca informação de fácil acesso é divulgada sobre os níveis de autismo, se- us padrões e como se apresentam. À título de ilustração, podemos ver os casos de alunos que são considerados como ‘‘os estranhos’’ no ambiente escolar, tornando-se, portanto, alvo de bullying. Esse comportamento dotado de imaturidade ocorre pela falta de informação. Assim, podemos concluir que desinformação fomenta o preconceito.
Por outro lado, a falta de políticias públicas também colaboram para a exclusão. Pode-se exemplificar a ausência de formação específica para prossionais do ensino lidarem com autistas, fato que em alguns casos tornam o aluno defasado intelectu- al ou socialmente. Os cidadãos que se encaixam no espectro autista possuem uma maneira diferente de ver o mundo, o que pode não ser compreendido pela forma com a qual os professores estão habituados a ensinar e avaliar. Então, uma vez me lhor compreendido, as chances acadêmicas e profissionais do aluno são ampliadas.
Por conseguinte,ressalta-se que o autista é digno de inclusão.Para atingir esse pa- norama, é necesssária a ação do Ministério da Educação e dos Direitos Humanos com a formação especifica para educadores. O Ministério da Cultura, munido do poder da comunicação, deve criar uma campanha de conscientizacão efetiva em todo país. Assim, torna-se mais possivel a inclusão dos neurodivergentes.