Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/10/2025

Equidade na educação; empatia; desenvolvimento de habilidades sociais. Esses são exemplos de situações para promoção da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Entretanto, apesar de serem eventos bené- ficos, é possível perceber que há obstáculos, como a falha educacional e a negligência mediática, que dificultam a efetivação. Dessa forma, é importante criar medidas para combater tais impasses.

Em princípio, destaca-se a falha educacional - potencializada pela iresponsabilida- de governamental - como fator dificulta dor para a promoção de inclusão dos indi- víduos autistas na sociedade brasileira. Para entender a relação ressalta-se que o baixo investimento no setor de educação - devido à PEC 241 que causou congela- mento de gastos no setor público - compromete a garantia de um ensino acessível de qualidade. Isso ocorre porque é necessário investimento para disponibilizar su- porte adequado para as necessidades específicas desse grupo, como profissionais capacitados e práticas pedagógicas inclusivas e especializadas. Portanto, a ausência de uma instituição de ensino integrante dificulta a inclusão dessa minoria nesses locais e, consequentemente, prejudica o processo de aprendizagem, além de impe- dir o desenvolvimento de habilidades sociais promovida pela interação escolar.

Ademais, a negligência mediático é um obstáculo para a superação dessa proble- mática. Nesse sentido, a “Teoria do agendamento” sugere que os meios de comuni- cação moldam a percepção pública sobre quais temas são importantes ao escolher quais assuntos veicular. Em outras palavras, há uma priorização de conteúdos que atraem mais público, ou seja, lucrativos, em detrimento de assuntos importantes como, o Autismo. Desse modo, isso acontece quando há poucos conteúdos que re- presentam a narrativa que reflita a experiência autista e suas diferentes formas. Logo, essa negligência reforça estereótipos que dificultam o combate ao desrespei- to e à marginalização desses indivíduos, isto é, a exclusão.

Por fim, cabe ao Governo criar programas de inclusão na escola, por meio de inves- timento privado, com objetivo de disponibilizar suporte, como professores capaci- tados e estratégias acessíveis, para que esse público consiga frequentar as escolas.

Além disso, Cabe ao Ministério da Cultura criar conteúdos que abordam narrativas desse grupo com a finalidade de desconstruir estereótipos e preconceitos.