Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/11/2025

A série The Good Doctor mostra os preconceitos enfrentados por um médico autista em seu ambiente de trabalho. Paralelamente, fora das telas, essas injustiças também persistem no Brasil, sendo um desafio para que esses indivíduos tenham plenos direitos sociais. Esse problema se materializa tanto no estigma presente na sociedade quanto na ineficácia legislativa.

Nesse sentido, apesar dos avanços nas pautas de inclusão e respeito, a discriminação contra pessoas que têm espectro autista ainda persiste. Sob uma perspectiva histórica, durante a Idade Média, pessoas com deficiência eram frequentemente associadas a crenças religiosas e superstições que acreditavam que elas eram amaldiçoadas ou castigadas por Deus, o que resultava em sua exclusão social por falta de compreensão sobre suas condições. Dessa forma, percebe-se que a falta de interesse em conhecer o próximo alimenta crenças que fazem com que autistas fiquem à margem da sociedade. A título de exemplo, muitos acreditam que neurodivergentes são mal-educados e sem emoção. Consequentemente, isso reforça os preconceitos e dificulta a inclusão social.

Ademais, a má gestão pública configura-se como outro empecilho à efetivação dos direitos das pessoas autistas. Isso porque, embora o Brasil disponha de um vasto conjunto de normas destinadas à proteção das minorias, muitas delas carecem de aplicação efetiva. Como ilustração, de acordo com o jornal O Tempo, crianças foram impedidas de ingressar em algumas escolas de Belo Horizonte por serem atípicas. De fato, tal cenário revela a distância entre o que está previsto na legislação e a realidade vivenciada por esses indivíduos, evidenciando a necessidade de políticas públicas mais inclusivas e fiscalizadas.

Em suma, os desafios que impedem pessoas neuroatípicas de se sentirem inseridas na sociedade devem ser combatidos. Portanto, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, responsável por garantir a igualdade de todos, deve promover campanhas educativas nas redes sociais, como o TikTok, a fim de desmistificar ideias infundadas sobre essa parcela da população e combater as discriminações que enfrentam. Dessa forma, espera-se construir uma sociedade mais empática e inclusiva, diferente da retratada na obra The Good Doctor.