Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/05/2026
A série norte-americana “Atypical” retrata a vida de Sam, um adolescente com transtorno do espectro autista em busca de autonomia, ao expor as dificuldades e os preconceitos enfrentados pelo protagonista. Ao transpor essa narrativa para a realidade brasileira, observa-se que tal cenário também ocorre no país, uma vez que os desafios para a inclusão dessas pessoas ainda são negligenciados. Nesse contexto, faz-se necessário analisar como a ineficiência estatal e a invisibilidade social contribuem para a perpetuação dessa problemática.
Diante desse cenário, destaca-se a inoperância governamental como fator agravante. Segundo o geógrafo Milton Santos, a cidadania só se efetiva quando os direitos são garantidos de forma equitativa. No entanto, no Brasil, a passividade do Estado impede que pessoas com transtorno do espectro autista usufruam plenamente de seus direitos. Isso se evidencia na escassez de investimentos em políticas públicas inclusivas e na falta de suporte nas áreas de educação e saúde, o que contribui para a manutenção da exclusão social.
Ademais, a invisibilidade social intensifica o problema. Nesse sentido, a filósofa Djamila Ribeiro defende que é necessário retirar uma questão da invisibilidade para combatê-la. Entretanto, a falta de debate público sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas com transtorno do espectro autista impede o reconhecimento dessa demanda. Como consequência, perpetuam-se o preconceito e a exclusão social.
Portanto, torna-se imprescindível a adoção de medidas que promovam a inclusão. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, deve instituir programas de assistência às famílias, mediante a ampliação de benefícios e políticas públicas, a fim de reduzir a exclusão social. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com profissionais da saúde, deve promover campanhas informativas sobre o transtorno, garantindo maior conscientização social.