Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/07/2026
A série “The Good Doctor” apresenta as vivências de um médico diagnosticado com autismo, que, apesar do preconceito, exerce sua profissão com excelência. To-davia, no Brasil contemporâneo, a inclusão de pessoas com autismo ainda é uma meta a ser atingida. Logo, para atingir tal propósito, é preciso superar os estigmas acerca do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a desvalorização dos profissionais especializados no tratamento da neurodivergência.
Sob esse viés, a visão estereotipada sobre o TEA atrasa a plena integração dos ci-dadãos que se enquadram no espectro. Partindo dessa lógica, o filósofo Platão, na sua teoria do mito da caverna, afirma que o indivíduo que não busca conhecimen-to está fadado a depender de opiniões preestabelecidas pela sociedade. Do mes-mo modo, os brasileiros que não se informam sobre tal condição tendem a repro-duzir o preconceito — nomeado como capacitismo. Consequentemente, os sujeitos afetados pela discriminação, majoritariamente, acabam se isolando socialmente, o que afeta diretamente na realização de suas tarefas diárias.
Outrossim, o desdém que os médicos neuropsicológicos sofrem agrava a exclusão social dos autistas. Dentro dessa análise, no Hospital Colônia de Barbacena, conhe-cido vulgarmente como Hospício de Barbacena, ocorreu uma série de maus-tratos contra cidadãos classificados como “loucos”. Na época, a tragédia ocorrida no Hos-pital motivou o fim do modelo manicomial. Nesse sentido, faz-se inegável a impor-tância dos especialistas no tratamento da neurodivergência, uma vez que a carên-cia desses profissionais afeta diretamente na abordagem social para com as pesso-as com TEA. Portanto, a ausência de terapias qualificadas prejudica a inclusão dos cidadãos autistas e, consequentemente, afeta negativamente a sua saúde mental, haja vista a dificuldade que a maioria têm em interagir socialmente.
Em suma, é essencial superar os obstáculos para promover a inclusão de pessoas com autismo. Então, é dever do Ministério da Saúde, responsável pelo bem-estar civil, conscientizar a população sobre o TEA, mediante campanhas veiculadas em canais midiáticos, para reduzir a recorrência do capacitismo no país. Ademais, o respectivo agente deve incentivar a formação profissional de médicos especializa-dos em neuropsicologia, a fim de ampliar o atendimento desses cidadãos.