Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/10/2026
Na série da Netflix Atypical, Sam é um adolescente com autismo que está tentando arrumar uma namorada, porém ele enfrenta obstáculos que seus colegas desconhecem. Fora da ficção, está é uma realidade contemporânea, pessoas autistas e o dificultoso convívio social tendo em vista os desafios da condição. Isso ocorre devido á persistência de preconceito e á falta de políticas públicas.
Em primeira análise, cabe ressaltar a discriminação que acontece com a comunidade do TEA - transtorno de espectro autista -, na dramaturgia, Sam enfrenta olhares de estranhamento e bullying por não agir socialmente dentro do padrão esperado no ambiente escolar, já que seu comportamento se diferencia dos outros e possui hábitos incomuns em sua rotina, como: estar sempre sozinho e usando fones anti-ruidos. A esse respeito, a AMA (Associação dos Amigos Autistas), que é uma entidade sem fins lucrativos desde a década de 80, vem prestando serviço nos campos da educação, saúde e assistência social, corroborando então nos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.
Em paralelo a isso, existe ainda a dificuldade de encontrar suporte nas atividades cotidianas, ou mesmo acesso para frequentar certos locais, em virtude da pouca existência de políticas públicas. Nessa ótica, a população brasileira conquistou em 2012, a promulgação da Lei 12.764 que estabelece direitos e proteção do cidadão com autismo, e também determina que nas instituições de ensino hajam um acompanhante para este. Entretanto, é uma medida que deve ser ampliada, já que a estimativa de autistas no Brasil chega a quase 2 milhões: homens, mulheres e crianças estigmatizados e/ou excluídos quando não recebem tratamento inclusivo.
Torna-se evidente, portanto, que o Governo Federal - instância máxima da administração pública - deve criar o projeto “Juntos com TEA”, que será composto por palestras nacionais distruibuidas por todo país, ministradas por especialistas no assunto, a fim de desmistificar e combater a intolerância, dispondo também de auxílio no diagnóstico. Isso deve ser feito em escolas e faculdades, por meio de verbas públicas. Somente assim, a população caminhará unida no combate ás diferenças.