Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/10/2019

A série “Atypical” retrata um jovem autista na busca de sua independência para ser considerado “normal”. Não obstante da ficção, atualmente exitem medidas para ajudá-los nessa pretensão contudo, não ainda de forma adequada e prejudicada, ainda, pela falta da família e a escola não saberem como lidar com esse fato, quando poderiam ajudar nessa inclusão social pois, são a base da inserção do indivíduo na sociedade. Por isso, convém discutir sobre os obstáculos para autista serem tratados com igualdade.

Primeiramente, muitas famílias não dão atenção aos primeiros sinais de autismo e não procuram ajuda especializada para o filho e a si próprio. Segundo o Dr. Drauzio Varella, os sintomas se manifestam a partir dos 12 meses quando, por exemplo, a criança não procura o contato ocular ou não demonstra afetividade ou, ainda, a realiza de forma inadequada. Por conseguinte, por não conhecerem essas características ou até mesmo por saberem e se envergonharem, não procuram acompanhamento o qual deve ser feito por uma equipe multidisciplinar como, psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, visto que ainda não há uma causa especifica para essa síndrome. Além disso, os genitores devem procurar aconselhamento psicológico para saber como lidar melhor com seu filho e ajudá-lo no processão de socialização.

Ademais, as escolas ainda carecem de planejamento pedagógico e capacitação de professores. De acorde com Maria Mantoan, professora da Unicamp, é essencial que autistas possam frequentar as escolas regulares pois, a cada contato social o individuo tem mais chances de se desenvolver. Por isso, os educadores não devem trata-los de forma diferente e sim adequar os assuntos expostos para que esse aluno tenha oportunidade de acompanhar a turma por meio de aulas com ilustrações, videos, atividades interativas e mapas mentais.

Portanto, o Ministério da saúde deve divulgar sobre os sintomas do autismo por intermédio de propagandas televisivas a fim de possibilitar maior atenção dos pais em relação aos seus filhos e incentivá-los a buscar ajuda. Outrossim, o Ministério da educação deve promover a capacitação de profissionais da educação mediante incorporação de matérias curriculares que possam habilitá-los ao ensino desses alunos especiais com o objetivo de proporcionar a eles o ambiente propício ao aprendizado. Talvez com a adoção dessas medidas esses sujeitos possam obter sucesso na sua busca por ser “normal”.