Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Na série de Tv Norte Americana ‘‘The Good Doctor’’ Shaun Murphy é um médico em formação portador do autismo e síndrome de savant, logo que começa a trabalhar em um famoso hospital Shaun tem de lidar com o preconceito dos colegas de trabalho que duvidam da sua capacidade por conta de sua condição. É inegável que não é só na ficção que esse tipo de situação acontece, tendo em vista que essa é uma realidade na qual pessoas autistas vivem diariamente. Na contramão de um mundo que cada vez mais demanda por inclusão das minorias e das pessoas com deficiência, o Brasil ainda tem muitos desafios a enfrentar em relação a inclusão de pessoas autistas na sociedade, tendo como principais entraves o preconceito, a discriminação e a desinformação sobre as características e as necessidades das pessoas com autismo, além da falta de profissionais qualificados nas escolas para dar o auxílio necessário às crianças que possuem o Transtorno do Espectro Autista. Apesar de já haver uma lei brasileira de inclusão que prevê que creches e escolas públicas e particulares disponibilizem gratuitamente um profissional para mediar as relações sociais dos alunos com necessidades especiais, ainda assim acontecem situações no cotidiano que impedem esse processo de inclusão. Neste ano foi ao ar uma matéria no RJTV na qual uma creche localizada na Zona Norte do Rio teria proibido uma criança autista de ir ao passeio alegando não ter um mediador para dar total atenção ao menor. Ademais, o preconceito e a discriminação também são barreiras que os impedem de serem completamente inclusos no meio social, principalmente na hora de serem matriculados em instituições de ensino que acabam criando empecilhos na hora de os acolher como estudantes. Portanto, nota-se que apesar de já existir uma lei de proteção aos portadores dessa condição, na prática as regras não são cumpridas corretamente, sendo assim é de responsabilidade do MEC implantar medidas mais rigorosas quanto a fiscalização nas escolas, para que todas cumpram com o que está na lei, e também preparem profissionais qualificados para atuarem nas mesmas auxiliando esses alunos, além de promover palestras de conscientização para os demais alunos e responsáveis. A participação do Ministério da Saúde também é de total importância, dando total assistência, principalmente as famílias mais carentes, para que tenham um acompanhamento de um profissional que os ajude a lidar com a situação. Além disso, o papel da mídia também é de extrema importância, por isso esta questão deve estar sempre em pauta principalmente nos programas de televisão, tendo em vista que milhões de pessoas assistem e assim poderão ter acesso e se informarem melhor sobre o que é o autismo.