Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/10/2019
A Constituição Federal é a lei suprema e fundamental de uma nação, em 1988 foi promulgada a Carta Magna, que garante a todos os indivíduos o direto à vida, à igualdade e à liberdade. No entanto, a prática adúltera o documento proposto, visto que há não inclusão do diferente é persistente na sociedade. Nessa esteira, nota-se que o desrespeito ao público autista é um grande problema no Brasil, devido não só a falta de informações distribuídas no país, mas também pelo preconceito a frente dos portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A princípio, vale ressaltar que a falta de conhecimento sobre autismo é devido à ausência de atuação dos setores governamentais. A esse respeito, Thomas Hobess afirma que o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, o direito de igualdade presente na Constituição se torna violado, pois, poucos ambientes estão preparados para abrigar indivíduos que sofrem da síndrome. Em resumo, medidas devem ser tomadas de modo a proporcionar maior conhecimento sobre o Transtorno Espectro Autista para a população existente.
Cabe salientar, igualmente que o preconceito ligado a população autista encontra-se solo fértil no Brasil. Nesse contexto, a matéria da web Vila Mulher argumenta que o preconceito não vem das crianças, mas sim dos adultos ao redor, porque a doença não tem cara, mas tem características específicas. Assim, é indispensável mencionar alguns hábitos normais para autistas, como: dificuldade para desenvolver a fala, hiperatividade e agressividade, de acordo com a mesma reportagem do site mencionado anteriormente. Contudo, pré-conceitos devem ser desmistificados, para que assim seja possível a inclusão e ocorrência do pleno direito do público autista.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem esses empecilhos, a esse respeito, na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, entretanto, análogo ao pensador Thomas Hobess, essa sociedade sem defeitos não existe, pois, o Estado não cumpre seu papel social. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto ao Ministério da Educação cumprir seus encargos políticos e sociais. A fim de minimizar os impasses da não inclusão do grupo TEA. Mediante palestas e propagandas informativas em televisão aberta, como também em escolas, sobre conhecimento da síndrome, respeito e empatia ao próximo; como também facilidade no acesso a diagnóstico e apoio inclusivo para a família do portador. Somente desse modo, a problemática será resolvida.