Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/10/2019
A série “Atypical”, lançada pela Netflix, relata a importância de debater o tema da inclusão das pessoas que possuem o transtorno do espectro autista (TEA) como forma de reduzir o bullying. Desse modo, a falta de preparo de profissionais da área, juntamente com a deficiência informacional da sociedade acerca dessa parcela da população são fatores que contribuem para o preconceito e consequentemente a marginalização de quem sofre com esse transtorno.
A princípio, o despreparo de profissionais dificulta o diagnóstico e contribui para a desorientação dos pais. Nesse diapasão, em detrimento da falta de “especialistas” no assunto, a dificuldade em identificar o transtorno desampara os pais que além de não compreender o comportamento dos filhos são impedidos de fornecer os cuidados necessários. Diante do exposto, a dificuldade em identificar a doença antes dos 5 anos agrava os sintomas e traz sofrimento a família, segundo a Universidade Mackenzie.
Ademais, a desinformação social sobre os autistas, decorrente da falta de campanhas educacionais promovidas pelo governo,contribui para o preconceito e a falta de oportunidades no âmbito escolar. Nesse contexto, apesar da aprovação da lei, no ano de 2019, que inclui o grupo TEA no censo, sua legitimação tardia denota o reflexo da exclusão e do descaso social com essas pessoas as privando de direitos básicos, visto que apenas 37% dos autistas frequentam escolas, de acordo com o INEP.
Em suma, está claro que a situação de quem possui transtorno do espectro autista no Brasil é marginalizada. Portanto, é imprescindível o papel do Ministério da saúde, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na disponibilização e capacitação de profissionais, por meio de treinamentos específicos, a fim de auxiliar na identificação, de forma precoce, e fornecer o suporte necessário a família. Além disso, é importante o suporte de canais midiáticos na orientação acerca das características, comportamentos e cuidados da população com essas pessoas “Atypical”.