Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Na série norte-americana “Atypical”, é relatada as dificuldades de integração social do jovem Sam, um garoto autista. Fora das telas, a sociedade brasileira, de forma semelhante da trama, possui desafios na inclusão de pessoas com autismo, na qual é agravado por dois aspectos negativos: a falta de informações para a população e a escassez de profissionais de educação qualificados para atender pessoas com distúrbios de desenvolvimento.

Em primeira análise, é evidente que a ausência de conhecimento proporciona um aumento na exclusão de indivíduos com transtornos neuropsiquiátricos. Sob esse viés, pouco se sabe soube a doença devido a baixa repercussão nas redes de comunicação, o que desenvolve uma população com um conhecimento limitado sobre o assunto. Apenas em 1993 o autismo foi considerado uma doença para Organização Mundial de Saúde, além do tardio reconhecimento, pouco foi falado, até então, sobre o transtorno. Conclui-se que a carência de informação na sociedade desenvolve discriminação e preconceito com grupos de pessoas com autismo, já que por não terem conhecimento optam em negligencia-los.

Além disso, a insuficiência de profissionais qualificados em âmbito escolar agrava a segregação social de autistas. De acordo com a psicóloga e consultora de inclusão, Thais Boselli, todas escolas devem oferecer tutores para portadores de autismo. Entretanto, essa é uma realidade distante do Brasil, na qual apenas um pequeno número de colégios possuem profissionais adequados para atender necessidades especiais. Conforme o Censo do IBGE mais de  37% das crianças com deficiência intelectual estavam foram da escola, número muito superior à média nacional, de 4,2%. Logo, é visto que os diversos problemas nefastos na educação brasileira é prejudicial na inclusão dos autistas, por não adquirir ajuda de tutores e nem incentivo.

Diante desse impasse, consta-se que é necessário medidas para resolução da mazela. Desse modo, cabe aos meios midiáticos a divulgação de informações para a sociedade sobre portadores de autismo, a fim de conscientizar sobre a importância de inclui-los na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve fornecer profissionais qualificados em integração de indivíduos com necessidades especiais, por meio de ferramentas sociais, como brincadeiras e jogos em grupo que junte diversos jovens diferentes entre si, com o fito de mostrar a possibilidade de todos conviver de maneira igualitária na sociedade. Com tais implementações, esse poderá se tornar apenas um obstáculo na História brasileira.