Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A série Atypical, lançada pela Netflix, relata a importância de debater o tema da inclusão das pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como forma de reduzir o bullying. Fora da ficção, a ausência de campanhas promovidas pelo governo juntamente com a falta de preparo de profissionais capacitados na área da saúde, entrava a inclusão social e o diagnóstico correto da população que possui esse transtorno.
A princípio, a desinformação social sobre os autista, decorrente da falta de campanhas governamentais, contribui para o preconceito e a falta de oportunidades no âmbito escolar, de modo que apenas 37% dessas crianças frequentam as escolas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP). Consoante a teoria “Contrato Social”, do filósofo John Locke, é dever do Estado garantir os direitos naturais e básicos para sua população. Desse modo, essa exclusão priva essas crianças com TEA do seu direito à oportunidade de socializar e de ter a educação adequada.
Ademais, o despreparo de profissionais especializados proporciona o descobrimento tardio desses transtornos neurológicos. Nesse diapasão, essa descoberta atrasada desampara a família, visto que sem o diagnóstico adequado ela não entende as necessidades do filho especial e consequentemente não consegue fornecer o tratamento e cuidados necessários, de acordo com o doutor Drauzio Varella, na série “Autismo: Universo Particular”. À vista disso, essa morosidade impossibilita o tratamento dessas crianças, e isso agrava seus sintomas.
Em suma, está claro que a população com TEA encontram desafios para sua inclusão social, e é dever do Estado, segundo Locke, reverter essa situação. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Saúde, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na capacitação de profissionais, por meio de treinamentos específicos, a fim de auxiliar na identificação precoce e na orientação familiar. Além disso, é importante a influência de canais midiáticos na orientação social acerca das características e cuidados com essas pessoas do universo “Atypical”.