Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 25/10/2019

A série Atypical relata a vida de um adolescente autista que possuem várias dificuldades em sua rotina, sejam elas na socialização, além da não aceitação de texturas, sons e sabores específicos. Apesar de ser uma ficção, o mesmo acontece na realidade de muitos brasileiros, uma vez que,o TEA(Transtorno do Espectro Autista) afeta o sistema nervoso, provocando vários tipos de limitações. Nesse contexto, há muitos desafios a se enfrentar em busca da inclusão das pessoas com autismo, seja pela falta de conscientização, assim como escassez de projetos integradores.

Apesar da existência de leis na constituição brasileira que protejam os autistas, ainda é nítido as dificuldades enfrentadas para incluí-los na sociedade. Isso porque a grande parte da população não possuem conhecimentos necessários para contribuir positivamente à inclusão desses autistas. Primeiro que, a síndrome faz com que o cérebro das pessoas com TEA tenham arranjos de informações diferentes, tendo dificuldades, por exemplo, em escutar sons, receber vários estímulos ao mesmo tempo, e, por consequência gerar uma crise que os impedem de executar quaisquer outras funções do dia-a-dia. Além disso, muitos pais, por vergonha, optam por esconder o diagnóstico dos filhos, dificultando-os a ter o acesso de amigos e famílias, impedindo o progresso na socialização, tanto quanto a oportunidade de mostra-lo à sociedade o quão humanos são esses autistas. Assim como diz Carl Jung, conheça todas teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana,seja outra alma humana.

Ademais, não há projetos integradores por parte do governo que os estimulam e os preparam para o mercado de trabalho. Nesse contexto, é problemático o número de autista que não são capacitados ao executarem uma função com retorno financeiro,visto que há no Brasil, aproximadamente, dois milhões de pessoas com autismo, um número significativo que ajudaria a economia do país. Além de que, foi aprovada recentemente ,na constituição brasileira, um censo que inclui no IBGE questões relacionadas ao autismo, uma fator importante para esclarecer os números de casos e fazer uma politica pública de qualidade e eficiência.

Desse modo, deve-se criar projetos para solucionar esses problemas. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com os diretores dos colegiais, criem palestras sobre o  autismo, explicando os porquês de seus comportamentos, a fim de minimizar a exclusão desses na socialização. Além disso, precisará que  Ministério do Trabalho reúnem pessoas qualificadas para produzir cursos técnicos, com aulas teóricas e práticas, com variadas áreas,como tecnologias, empreendedorismo, para os autistas se prepararem para o mercado de trabalho.