Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Autismo, uma doença como qualquer outra
É de conhecimento geral, que as pessoas com algum tipo de deficiência (seja ela física ou mental) sofrem um grande preconceito na sociedade. A desinformação e a descriminação são os principais fatores que afetam pessoas com transtornos neuropsiquiátricos tanto nos seus relacionamentos interpessoais como psicologicamente. Conforme é retratado na série da Netflix, chamada “Atypical” que conta a história de um rapaz de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro do autismo, que trabalha e estuda, vivendo a efervescência da idade e seu amadurecimento, destacando a importância da inclusão social dos autistas.
No primeiro momento, é necessário o entendimento das causas que dificultam inserção dessas pessoas socialmente, a falta de informação é uma delas. Mesmo com alguns avanços na área da ciência essa doença ainda é de pouco conhecimento, o que ocasiona em uma padronização das ideias e opiniões. Tudo o que é desconhecido, acaba trazendo desconforto e estranhamento e tem como consequência a dificuldade de integração dessas pessoas.
Outro fator, é a falta de conhecimento dos médicos e a falta de preparo das escolas para atender a necessidades dos portadores dessa doença crônica. Como é proclamado pela Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes:“As pessoas deficientes têm direito de ter suas necessidade especiais levadas em consideração em todos os estágios de planejamento econômico e social.” mostrando que as pessoas com transtornos não devem perder seus direitos por serem autistas. Crianças, jovens e adultos com autismo gozam das mesmas dignidades que as demais pessoas.
Os desafios para incluir as pessoas com autismo na sociedade são notórios, e para melhorar isso é necessário que o Estado, junto ao Ministério da Educação proponha treinamentos dos profissionais ligados à educação para que eles saibam como cuidar dos alunos com esse transtorno, oferecendo suporte e assistência, para que, assim, eles possam se desenvolver e viver em sociedade. Também, torna-se de suma importância o desenvolvimento de campanhas, para informar a população, sobre a doença, reforçando valores contra a intolerância, com a finalidade de diminuir o preconceito existente.