Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Com tudo e sem nada

O autismo é um transtorno em que a comunicação e interação social são prejudicadas. O Brasil possui desafios em permitir a participação de autistas na vida em sociedade e exercício da cidadania, pois a conscientização e empatia é precária e a falta de conhecimento sobre o tema é presente.

Em primeira abordagem, é válido salientar que o Brasil não possui conhecimento sobre o autismo, para implementar uma inclusão satisfatória. Na contemporaneidade  não há censo demográfico do número e autista no país, apenas uma base em índices norte americanos, o diagnóstico é impreciso e são poucos profissionais preparados na área. Nesse contexto, as medidas públicas propostas são falhas, pois são argumentadas no desconhecido, os indivíduos possuem o diagnóstico  tardio, o que por sua vez prejudica o que deveria ser a primeira inclusão, a escola.

Além disso, a falta de conscientização popular e empatia são desafios à problemática. Parafraseando o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade vive em uma “Modernidade Líquida”, a qual existe a difusão de valores subjetivos. Diante disso, os benefícios pessoais são colocados à frente do social, a fim de inibir essa atitude instipula-se datas especiais, como o dia 2 de abril instituído como dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou a aclamação desse âmbito nas redes sociais. Entretanto, essas atitudes pouco são reconhecidas fora de época ou na vida real, o que dificulta a inclusão de pessoas com autismos, pois ocorre o acesso as políticas públicas no legislativo, contudo o suporte orçamentário para realizar a lei é falha, mediante a falta de cobrança dos cidadãos durante o decorrer do tempo.

Entende-se, portanto, que pessoas com autismos no Brasil possuem dificuldades na inclusão. Para sanar a mesma é necessário que o governo aliado com as mídias produzam documentários sobre o assunto, com o objetivo de criar empatia e conhecimento à sociedade  consequentemente diminuir o preconceito. O Governo Federal deve liberar mais verbas as universidades, com o intuito de aumentar as pesquisas científicas, e logo sobre o autismo, para obter diagnósticos mais precisos e terapias eficazes. É necessário que o IBGE forneça dados sobre o número de autistas no Brasil e sua área de incidência, a fim de promover políticas públicas. O Estado precisa dar suporte orçamentário para realizar a lei e promover de fato a inclusão.