Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Na série americana, da Netflix, “Atypical”, há a representação de um menino com espectro autista, a sua relação com a sociedade e as dificuldades que ele enfrenta devido a esse transtorno mental. Fora da ficção, isso já é um problema no Brasil, em que há desafios para incluir pessoas com autismo no convívio social. Nesse âmbito, é preciso observar a falta de informações acerca do tema e as lacunas na socialização secundária para essas pessoas, para que a inclusão iniciada na infância continue até a fase adulta.
Em primeira análise, a falta de informações sobre esse transtorno neurológico é enorme e, consequentemente, não é possível realizar a inclusão correta. A partir disso, quando há conhecimento sobre determinado assunto, é viável uma interação mais concisa com indivíduos autistas. Todavia, o autismo ainda é visto como um tema complexo e, com isso, não há debates sobre o assunto nas escolas - local de aprendizado de mundo -. Esse ponto de vista é confirmado pelo filósofo francês Foucault, o qual diz que alguns assuntos são silenciados na sociedade com objetivos claros. Assim, percebe-se a urgência de melhorias no acesso a informações sobre o autismo e como incluir os autistas na sociedade brasileira.
Outrossim, muitas escolas e professores não estão devidamente preparados para acolher pessoas com o espectro autista. A princípio, a lei 12.764 garante que autistas têm acesso às mesmas políticas públicas que pessoas com deficiências. Entretanto, como as escolas não possuem preparação adequada para receber os autistas, por exemplo, terapeutas presentes e professores capacitados para lidar com eles, os desafios da inclusão no Brasil é visível desde a educação básica. Dessa forma, as outras crianças, também, não têm acesso ao diferente e podem, consequentemente, serem preconceituosos por não ter contato com autistas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar os obstáculos da inclusão de pessoas com autismo na pátria brasileira. Logo, o Ministério da Educação, junto às secretarias de educação municipais, deve promover aos professores cursos gratuitos de preparo para lidar com pessoas autistas, com a participação de terapeutas e neurologistas, a fim de formar profissionais competentes de lidar com crianças com esse transtorno. Assim como é preciso que professores abordem esse tema nas aulas, com o intuito de evitar os preconceitos com o que é diferente. Sendo assim, o Brasil conseguirá que a inclusão de pessoas com autismo não seja um problema.