Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/10/2019
O termo “minorias” refere-se à uma categoria de pessoas marginalizadas dentro da sociedade. Seja no aspecto econômico, social, cultural, físico ou religioso e independe da quantidade numérica mas sim em desvantagem. E inserido nesse grupo, temos as pessoas com o distúrbio TEA - Transtorno do Espectro Autista - que apresentam dificuldade na sociabilidade, comunicação e hábitos repetitivos. Devido à falta de preparado, informação e conscientização sobre os autistas, ocorre a pouca ou falha inserção social deles em vários âmbitos, como escolas, universidades e empregos.
Em primeiro lugar, é histórico o preconceito com pessoas diferentes dentro de uma sociedade. Nos casos extremos, como ocorriam em Esparta, os bebês recém nascidos considerados frágeis ou deficientes era mortos por não se encaixarem no padrão físico adequado. Atrelando-se o mentalidade espartana aos dias atuais, percebemos que de modo menos extremo, ainda tentamos excluir o diferente de nós.
Nesse sentido, a luta pela inclusão não deve vir apenas por meio de leis, mas também na cultura do povo. Uma vez que, mesmo com a adoção da Lei Berenice Piana, promulgada em 2012 que garante direitos como inserção social em escolas e empregos, a maioria desses lugares essências para a socialização não são preparados para receber autistas. O que provêm da falta de conscientização sobre a importância de se incluir essas pessoas e métodos que auxiliem a integração.
Conclui-se, portanto, que o governo e instituições socais formadoras de opinião - como mídia, ONG’s, famílias - por meio de propagandas, palestas, discussões e documentários informem mais a população sobre o que é o autismo e a importância de se incluir essas pessoas na sociedade, para que assim não haja mais preconceito e exclusão destes. Ainda, é mister que o Estado por meio de leis, crie cursos de captação profissional a professores e empresas, sobre como melhor incorporar e lidar com autistas dentro dessas instituições.