Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 24/10/2019

O aumento contínuo dos desafios na inclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira é evidente. Tratando-se da realidade do país, a causa vem aumentando gradativamente no contexto populacional. Sendo assim, é relevante fazer uma análise dos aspectos que corroboram para essa problemática: a questão das lacunas no âmbito escolar para educar crianças autistas e suas consequências.

Em primeira análise, cabe pontuar a questão das lacunas no âmbito escolar para educar crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fator social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalizada e coercitividade. Nesse sentido, nota-se que a teoria durkheiminiana está socialmente negligenciada, visto que os jovens e adolescentes com autismo nas escolas tem dificuldade em aprender e interagir com outras pessoas, por falta de psicopedagogos, para facilitar o ensino e influenciar a interação social entre eles e os demais alunos. Como descrito pelo portal G1, cerca 200 mil  jovens e adolescentes autistas frequentam as escolas brasileira, mas apenas 40% das escolas têm psicopedagogos para recebê-los. Nessa diapasão, nota-se a parcial inoperância do governo.

Ademais, nota-se que as consequências ocasionadas pelas lacunas no âmbito escolar para educar crianças com autismo são: exclusão, dificuldade no aprendizado e formação social do indivíduo. Na série “Atypical” mostra como é as dificuldades que o personagem (Sam) enfrenta em se socializar e acompanhar o aprendizado dos outros alunos. Fora da ficção, evidencia como é a realidades de muitos dos jovens e adolescentes com esse transtorno, para conseguir uma boa educação e criar uma base social. Com isso, percebe se as dificuldades que o Ministério da Educação tem em solucionar esse problema. Logo, é inaceitável que no mundo contemporâneo, dotado de tecnologia, informação e inclusão social, esse problema ainda persista dentro do Brasil.

É evidente, portanto, que há entraves para combater os desafios de inclusão de pessoas autistas na sociedade brasileira. Desse modo, o Governo deve aumentar o número de psicopedagogos com objetivo de auxilar as pessoas com autismo a se socializar com os outros alunos e aumentar seu desempenho acadêmico, espera-se com isso mitigar esse impasse. Além disso, o fomento à iniciação de campanhas online através das mídias sociais com influenciadores digitais em parceria com o Ministério da Educação, para informar e conscientizar os pais a incentivar as crianças e adolescentes que não há distinção entre eles e pessoas com (TEA), com intuito de promover uma sociedade igualitária. Para que, assim, os atributos supracitados venham ser ressaltados na sociedade.