Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Certos transtornos acabam que por limitar a inclusão social, e uma dessas limitações compreende-se pelo Autismo. Em solo brasileiro, essa situação limita o desenvolvimento de crianças e jovens representados por esse espectro do autismo. Pois, a desinformação acompanhada do preconceito, e a falta de professores capacitados, elevam essa problemática.
Primeiramente, o autismo prejudica a capacidade da criança em se comunicar corretamente, e também, diminui a relação social e afetiva. Com isso, a criança se isola, não participa de brincadeiras e conversas em âmbito escolar, elevando os casos de “bulling”. Segundo uma pesquisa feita no Instituto universitário de Lisboa, crianças e jovens com autismo tendem a sofrer 7 vezes mais bullying do que jovens que não apresentam tal síndrome. Em decorrência disso, a falta de informação eleva a máxima do filosofo italiano Nicolau Maquiavel, no qual, os preconceitos têm mais raízes do que princípios, ou seja, o deboche e a empatia se tornam fracas perante o ato de julgamento.
Ademais, no meio escolar, a falta de preparação de professores capacitados para lidar com jovens e crianças com espectro autista infla a problemática em solo nacional. Isso porque, uma pesquisa feita pelo site G1 da rede globo, afirma que muitos pedagogos possuem uma base bem fraca no currículo universitário deixando de lado aspectos importantes no ensinamento de como lidar com pessoas nesse quadro do espectro do autismo. Por consequência, o artigo de número 208 da constituição, acaba sofrendo uma ruptura com o que ele tenta transparecer, pois segundo o artigo, cabe ao estado dar educação para todos, porém, com um déficit na grade curricular, a lacuna tende a ser abismática, elevando problemas sócias com crianças e jovens portadoras da síndrome de aspergem.
Infere-se, portanto, que problemas sociais que envolvam portadores da síndrome do autismo possuem aspectos educacionais. Nessa maneira, é de extrema urgência que os Governos Federais, junto com o Ministério da Saúde, administrem palestras em sala de aula, abordando a temática do autismo, sendo assim, canalizando alunos de todas as escolas a respeitarem seus colegas, com a consequência de poder aumentar a empatia dos alunos. Cabe ao Ministério da Educação, analisar a grade curricular dos pedagogos, para assim, fazer com que os futuros profissionais possuam mais conteúdos que abordem pessoas com autismo, ensinando-os a agirem corretamente em certas situações.