Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o autismo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito das pessoas, quanto da ausência de conhecimento sobre o transtorno. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o autismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, trazendo então o preconceito das pessoas pelo os autistas, onde muitas das vezes, os mesmos são excluídos de vários afazeres, como de brincadeiras, escolas, amizades e até mesmo são vitimas de piadinhas e bullying. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de conhecimento sobre o transtorno como promotor do problema. De acordo com dados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 70 milhões de pessoas que tem autismo no mundo, 2 milhões estão no Brasil . Partindo desse pressuposto, vê-se que a falta de informações da população sobre o transtorno estão cada vez mais precárias, levando então as pessoas a tratar os autistas como doentes e incapaz . Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a ausência de conhecimento contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em administrar aulas, palestras, programas e propagadas, através de tvs de canais abertos e escolas, com o intuito de mostrar e conscientizar para todas as pessoas, tudo sobre o transtorno de autismo e sobre os malefícios que o preconceito pode gerar na vida dos autistas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da inclusão de pessoas com autismo, e a coletividade alcançará a Utopia de More.