Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/11/2019
A Constituição Federal - ordem de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a igualdade. Conquanto, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no país demonstram que esse direito não é exercido por essa parcela populacional, devido, não só à estrutura escolar limitadora, mas também ao desconhecimento da população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pois, urge analisar os fatores que promovem essa desigualdade social com intuito de desconstruir o impasse.
Primeiramente, é indiscutível a que a educação tem papel protagonista na interação entre indivíduo e redução da discriminação. Todavia, a negligencia com as necessidades de pessoas portadoras do autismo, síndrome que dificulta a comunicação e socialização, resulta em preconceito por parte da sociedade, como retratado nas séries norte-americanas “Atypical” e “The Good Doctor”. Logo, a marginalização de cidadãos com TEA se torna banal na nação.
Em segundo plano, cabe ressaltar a falta de informação recebida pelo corpo social nacional como impulsionador do problema. A Organização Mundial da Saúde estima que há quase 2 milhões de brasileiros com a síndrome no país. Entretanto, esse contingente populacional continua a ser segregado, apesar das diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, pois comunidades desconhecem como identificar e ajudar pessoas com níveis diversos no espectro. Desse modo, famílias de indivíduos com TEA não buscam profissionais que ajude em relação ao tratamento adequado e à inserção social.
Destarte, faz-se imprescindível medidas para a resolução exclusão social a qual autista estão sujeitos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação criar e implantar planos individuais e flexíveis de aprendizagem nas escolas, com respaldo da supervisão e colaboração de psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e pais, para alunos com TEA, a fim de auxiliar no processo de aprendizagem e de interação social. Concomitante a isso, o Ministério da saúde, em parceria com mídias de grande impacto, instruam a população brasileira em como identificar e ajudar pessoas com a síndrome, mediante debates aprofundados em programas de televisão feitos por especialistas na área e apresentadores carismáticos, com o intuito de gerar o repúdio à discriminação sofrida por pessoas autistas e promover a inclusão social delas. Assim, o ideal constitucional da igualdade poderá ser experimentado na prática pelos indivíduos, independente de seu nível no espectro do transtorno.