Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/10/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”, segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a própria existência. A inserção, principalmente de crianças e adolescentes na sociedade não é uma tarefa fácil, há muito preconceito. As dificuldades se multiplicam quando se trata de jovens com Síndrome de Down, que devido ao maior tempo necessário para a aprendizagem e às outras características singulares provenientes desta síndrome. Infelizmente ainda há pouco conhecimento dentro das escolas e na sociedade, tal desinformação, muitas vezes gera desrespeito, desconforto e falta de atenção às pessoas portadores do Down, indo assim, totalmente contra à ideia de Platão e tendo um impacto extremamente negativo na qualidade de vida destas pessoas.

A Síndrome de Down é uma mutação genética que consiste em um cromossomo extra no par 21, normalmente são 46 cromossomos, apresentados em 23 pares. Já o autista, possui 47 cromossomos ao total. Está formação gera bebês com olhos amendoados, com membros um pouco mais curtos e uma estatura menor, possuem um atraso em relação a aprendizagem, mas são extremamente sensitivos e inteligentes, apenas aprendem ao seu tempo. O número de nascimentos de bebês com autismo no Brasil chega a 150 mil ao ano, sendo este um número bem expressivo de indivíduos já adultos e de jovens que estarão em meio a sociedade futuramente. Mesmo representando um parcela significativa na população brasileira, ainda não há um levantamento em relação ao número de autistas no Brasil, nem quantos frequentam escolas ou quantos estão no mercado de trabalho atualmente.

No entanto, como muitos ainda não sabem, não há nenhum tipo de tratamento para esta síndrome, mas com acompanhamento adequado, desde bem pequenos, com incentivo educacional, apoio fonoaudiólogo, acompanhamento médico e com os estímulos corretos, as crianças com down podem desenvolver facilmente suas habilidades intelectuais, motoras e sociais. A falta de informação dos pais, professores e até mesmo a negligência dos profissionais da saúde, pode acarretar no subdesenvolvimento destes indivíduos e na perda de sua qualidade de vida.

Portanto, frente aos fatos aqui apresentados percebe-se a necessidade da disseminação da informação sobre a Síndrome de Down, através de simples panfletos contando o conceito do que é a síndrome, o que causa nos seus portadores e formas de auxiliar um pessoa autista podem melhorar, e muito, a vida de um portador da síndrome. O Ministério da Saúde, através da distribuição destes panfletos em postos de saúde, hospitais e escolas, e o Ministério da educação através de palestras e instruindo os professores podem auxiliar na inserção dos autistas na sociedade, proporcionando assim, não apenas uma vida, mas uma vida de qualidade à esses cidadãos, conforme prezava Platão.