Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/10/2019
São Tomás de Aquino defendeu que todos devem ser tratados com a mesma importância. Porém, no Brasil, a questão das pessoas com autismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, encontram-se desafios para inclusão desses indivíduos na sociedade. Diante dessa perspectiva, surge um problema grave, em virtude da falta de informação e de questões políticas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de informação presente na questão. Nesse sentido, o filósofo alemão Schopenhauer defende que os limites dos campos de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. Sob essa lógica, se a sociedade não tem informação séria sobre o autismo - como esse transtorno neurológico se manifesta e como incluir essas pessoas na comunidade, por exemplo - sua visão será limitada. Desse modo, por não terem esse conhecimento, os indivíduos podem, muitas vezes, criar estereótipos sobre os autistas, o que gera um dos desafios para a inclusão desse grupo: o preconceito.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a formação familiar. Conforme o pensamento de Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Tendo isso em vista, acontece de essa instituição, muitas vezes, restringir a participação do autista em segmentos da sociedade, como a escola. Assim, essa formação, somente com a convivência do grupo familiar, faz com que o indivíduo autista desenvolva, ainda mais, problemas de socialização, fato que também se configura como um desafio para a inclusão.
Convém, portanto, que, de maneira urgente, medidas sejam tomadas. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, deve desenvolver palestras em praças públicas, ministradas por psicólogos, para que esses profissionais possam levar informação à sociedade sobre o transtorno autista, a fim de quebrar estereótipos e promover a inclusão. Ademais, deve ser destacado, nessas palestras, que o papel da família do autista é de suma importância para o desenvolvimento da socialização e a inclusão do indivíduo. Além disso, essas palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, para atingir um número maior de espectadores.Dessa forma, a sociedade brasileira será motivo de orgulho a São Tomás de Aquino.