Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/10/2019
A série americana “ The Good Doctor” retrata os entraves vividos um jovem médico portador do transtorno do espectro autista, TEA. Analogamente, o Brasil contemporâneo lida com desafios para garantir a inclusão dessa parcela da população. Assim, devido ao despreparo do sistema educacional associado à falta de informação torna necessária a ação de diversos setores sociais para alterar o cenário vigente.
A priori, uma educação de qualidade é essencial para garantir a sociabilização de crianças e adolescentes autistas. Nesse sentido, para o sociólogo Pierre Bourdieu, o que é instrumento de democracia não deve ser usado como meio de exclusão. Desse modo, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas, devido ao baixo investimento estatal influenciado pela ausência de politicas de inclusão, corrobora para a dificuldade de sociabilização dessas pessoas e consequentemente seu desenvolvimento profissional e isenção na sociedade. Logo, para garantir a democracia é necessário contrapor à problemática.
Ademais, vale ressaltar que a falta de informação acerca do autismo contribui para a exclusão social dessas pessoas. Dessa maneira, o preconceito e descriminação é produto de uma alienação social devido à falta de empatia. Conforme, o escritor Arthur Connor, que afirma ser um terrível erro teorizar antes de possuir o conhecimento adequado. Portanto, a ausência de mecanismos que objetivem a informação acerca do autismo favorece a manutenção desse cenário de individualismo.
Por certo, torna-se evidente a necessidade de medidas que garantam a inclusão dos portadores de TEA. Sob esse viés, cabe ao Ministério da Educação, por meio de investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, criar minicursos, workshops nas escolas com o intuito de capacitar e preparar professores e pedagogos acerca da importância da sociabilização e de uma educação inclusiva. Além disso, o Ministério da Educação em parceria com Organizações não governamentais realizar campanhas e palestras nos centros comunitários com o objetivo de disseminar a informação em prol ao combate do preconceito e discriminação, corroborando para inclusão na sociedade.