Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/10/2019

A filosofia socrática define por “ato” tudo o que se é e por “potência” tudo o que se pode ser. Nesse sentido, devido às dificuldades de inclusão, o autista no Brasil vive em uma ilha de “atos” rodeado por um mar de “potências”. Logo, diversas são as causas e consequências dessas dificuldades, das quais certamente se destacam o preconceito e uma perda no mercado financeiro, respectivamente.

O Artigo 3º da Constituição Federal de 1988 traz como um de seus objetivos fundamentais promover uma Federação sem preconceitos, no entanto não é isso que se vê em relação aos autistas no Brasil. Nesse ínterim, a inclusão se torna uma tarefa complexa, uma vez que parte da sociedade, além de não aceitar, tende a tornar a vida do autista mais árdua do que já é. Dessa maneira, o não cumprimento da Constituição restringe severamente as “potências” dessa pequena, porém significativa, parcela da sociedade brasileira.

Diversas são as condições do transtorno do autismo, podendo permitir que o indivíduo portador consiga exercer atividades do cotidiano normalmente - como o trabalho remunerado. Por consequência do preconceito social, a inclusão do autista no mercado de trabalho no Brasil é restrita, e isso implica, segundo o “trade off econômico” da oferta e demanda, uma restrição às “potências” do mercado financeiro, uma vez que o poder de compra do autista geraria uma demanda maior. Em suma, a não inclusão do autista se torna um prejuízo também financeiro.