Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Segundo o psicólogo Vygotsky, os primeiros contados interpessoais da criança são o alicerce da sua aprendizagem. Consoante a isto, o convívio do autista com outras pessoas é parte fundamental do seu tratamento e inserção à sociedade. Apesar disso, hodiernamente, o Brasil enfrenta grande dificuldade em relação a inclusão daqueles com TEA (Transtorno do Espectro Autista) já que, mesmo sendo de grande importância para o desenvolvimento, nem todas as escolas públicas acolhem crianças com essa característica e desse modo, famílias de baixa renda são as mais afetadas.

Primeiramente, cabe ressaltar que as escolas têm papel fundamental no tratamento de autistas, já que estes necessitam de terapias comportamentais, e sendo amparados pela lei, é dever da escola dispuser de uma pessoa que estará acompanhando o aluno especial, e garantir que ele seja incluso em todas as atividades escolares. Correspondente a isto, a Fundação de apoio e Desenvolvimento do Autista defende que é preciso “dar sentido à vida, carecem de ocupações” que vão melhorar seus sintomas e darão algo a se empenhar.

Somando-se a elocução, há poucos colégios comuns que atendam alunos com TEA, além de que, as instituições especializadas demandam muito dinheiro, por ser um tratamento caro, de modo que famílias mais desfavorecidas mantenham seus filhos em casa, ademais essa incapacidade do ensino de englobar essa parcela da sociedade, também gera muita desinformação e preconceito, o que dificulta ainda mais a inserção destes na comunidade e no mercado de trabalho futuramente. Pensando nisso, o Governo instituiu a semana de conscientização do Autismo, com o propósito de diminuir os estereótipos e abrir caminho para novas oportunidades.

Em síntese, é mister que os obstáculos para a inclusão de pessoas com espectro autista sejam ultrapassados. Para isso, cabe ao Governo Federal juntamente dos estaduais, repassarem uma verba destinada a contratação de pessoas especializadas - em escolas que atendam todas as localidades – afim de que estas acompanhem e ensinem individualmente cada aluno especial, independente de quantos sejam. Outrossim, os Ministérios da Educação em consonância com o da Saúde devem também abrir instituições profissionais nesse tipo de tratamento, indicadas as famílias com filhos de grau severo de TEA, por meio disso, farar-se-á a base da educação e da inclusão, como foi dito por Vygotsky.