Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 31/10/2019
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio multifatorial crônico relacionado a dificuldade de comunicação e interação social. Suas causas apresentam fatores genéticos e ambientais. Apesar de sua incidência estimada ser de cerca de 2 milhões de brasileiros, os autistas ainda enfrentam uma série de obstáculos que vão da imprecisão do diagnóstico até a falta de infraestrutura para sua convivência em sociedade.
Os problemas se iniciam logo nos primeiros meses de vida, já que, o diagnóstico não é feito por meio de exames genéticos e sim através de sinais comportamentais. Como por exemplo, dificuldade em manter contato visual. Dessa forma, a falta de pesquisas e disseminação de informações a respeito da síndrome reflete diretamente na qualidade de vida dessas pessoas, visto que, segundo a psiquiatra Rosa Magali Moraes, a identificação do distúrbio feita o quanto antes é essencial para um melhor desenvolvimento de sua convivência social por meio do tratamento.
Além disso, ainda segundo a psiquiatra, a criança autista deve ser inserida em um ambiente escolar regular. O que deve ser feito com apoio de profissionais especializados que irão acompanhar o dia a dia desse aluno para direcionar sua evolução de maneira correta. O que na prática não acontece como deveria, uma vez que, a maioria das escolas não está preparada para recebe-lo com a atenção e infraestrutura necessária.
Portanto, se faz imprescindível que o Ministério da Saúde direcione uma verba pública à pesquisas que tenham como meta aprimorar o diagnóstico, assim como, divulgar tais informações para os profissionais de saúde. Ademais, cabe ao Ministério da educação assegurar que os educadores sejam preparados durante sua formação acadêmica para lidar com o transtorno. Assim, aumentando gradualmente o números de instituições aptas a educar crianças autistas. Tais medidas tomadas o quanto antes também terão reflexo em sua vida adulta, em que precisarão se relacionar com outras pessoas sem a apoio de um profissional em horário integral.