Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Na obra pré-modernista “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do autor Lima Barreto, o protagonista acredita fielmente que, se superássemos alguns obstáculos, o Brasil projetar-se-ia ao patamar de nação desenvolvida. Tais entraves podem ser comparados aos desafios da inclusão de pessoas com autismo. Nesse sentido, faz-se necessário analisar duas vertentes: a escassez de informação e a falta de professores qualificados.
Em uma primeira análise, é indubitável destacar a escassez de informação como impulsionadora do problema. Descrita pela primeira vez em 1943, pelo psiquiatra Leo Kannes, o autismo é de difícil diagnóstico. Dessa maneira, por ser descoberta em pouco tempo se comparado à história, nota-se a dificuldade de repercussão sobre o transtorno. Logo, a sociedade, por não conhecer sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), acaba excluindo os autistas da esfera social por julgá-los incapazes de realizar certos trabalhos.
Outrossim, nota-se a exclusão de autistas sendo reforçada pela falta de preparação dos educadores. De acordo com a ativista paquistanesa Malala, “Uma criança, um professor e um livro podem mudar o mundo”, dessa forma, a necessidade de qualificar bons profissionais é imprescindível. Entretanto, hodiernamente, repara-se a ausência de professores aptos para ensinar devido a carência de cursos específicos para atender todo o âmbito social.
Em suma, providências precisam ser tomadas, pois há entraves como os supracitados, os quais impedem à construção de um mundo melhor. Dessarte, a Mídia deve fomentar discussões sobre o autismo por meio de campanhas informativas a fim de difundir sobre o assunto. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, atentar-se para a criação de um curso direcionado aos professores e diretores através de aulas e palestras com profissionais cientes do assunto. Assim, o Brasil projetar-se-á ao patamar de nação desenvolvida idealizada por Policarpo.