Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/11/2019

O autismo é comum na cultura pop: Sheldon de “The big bang theory” e “Forrest Gump” do filme com o mesmo nome, são exemplos disso. Entretanto, ainda hoje, as pessoas têm preconceitos por desconhecerem sobre a síndrome, prova disto é o fato de poucos saberem que estes dois personagens a possuem. Como já existem leis que promovem a inclusão do autista, a dificuldade de atingir o objetivo delas passa a ser tal preconceito infundado, sendo a desinformação a principal causa deste, tanto na sociedade, como na ciência.

Primeiramente, é preciso entender que a própria ciência ainda não tem profundo conhecimento sobre esta síndrome, sendo ela só descoberta em meados dos anos 50, e entrado na OMS na década de 90. A falta de resposta precisas para sua causa, assim como a inexistência da cura, geram um obscurantismo sobre a questão na sociedade, exemplo disso é que até hoje, nem os produtores do filme “Forrest Gump”, nem o autor do livro que o inspirou, falaram sobre o possível diagnóstico do personagem; por eles também  não terem certeza sobre isso.

Como consequência dessa desinformação, surge um preconceito sobre o tema, o qual faz a população pensar que tal condição é limitante nos seus portadores, ideia latente no Brasil. Embora os autistas realmente apresentarem certos problemas de socialização, eles costumam ser excepcionais em tarefas que são do seu interesse. Prova disso é Sheldon com a física, a qual lhe rendeu o prêmio Nobel; ou Lionel Messi, este fora da ficção, que também possui um leve grau da síndrome e já foi eleito o melhor do mundo no futebol. Portanto, a falta da inclusão não só gera perdas aos autistas, mas também ao mercado de trabalho e a sociedade em geral, privados muitas vezes dessas pessoas extraordinárias.

Em suma, nem “The big bang theory”, nem “Forrest Gump”; a representação que melhor debate o autismo é “The good doctor”. Essa série retrata um médico comprovadamente diagnosticado com o transtorno, e ela tenta quebrar preconceitos sobre a síndrome, algo que o Brasil precisa fazer urgentemente. Para isso, é preciso duas vertentes: ajudar nas pesquisas sobre essa doença, e promover informação à população sobre o tema. Almejando a primeira, o investimento tem que ser direto e de modo financeiro, promovido pelo Governo Federal e usufruído por instituições pesquisadoras e universidades, para possibilitar esse estudo. Já para segunda, existem diversos modos de ocorrer, sendo o melhor deles a produção, por parte das emissoras, de séries televisivas que tratem da condição dessas pessoas no país, espelhando-se nas estrangeiras já citadas; pois esse canal, além de atingir boa parte da população, também irá abordar a questão de forma mais interessante.