Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/11/2019

A atual série ‘‘Atypical" tem como enfoque o cotidiano desafiador de Sam, um jovem diagnosticado dentro do transtorno espectro do autismo(TEA),que trabalha e estuda.Em um dos episódios Sam se vê impossibilitado de ir ao baile do colegial,devido a sua sensibilidade sonora à música em razão do autismo.Traçando um paralelo,no contemporâneo,indivíduos que possuem o transtorno no Brasil também são destituídas de se incluírem na sociedade.Sendo assim torna-se inegável analisar os pilares que sustentam a problemática.

Em primeira instância,deve-se compreender que o autismo é um transtorno neurológico que compromete a interação social,comunicação verbal e não verbal,e comportamentos repetitivos e restritivos.No entanto,a sociedade hodierna assume uma postura preconceituosa  diante as pessoas autistas por se incluírem à minoria,evidenciando a falta de incompreensão e informação sobre problemas neurológicos.Tangente ao supracitado, é perceptível que a desinformação sobre o transtorno tem corroborado para exclusão social nas instituições de ensino,visto que são ínfimas as escolas que possuem educadores especializados na educação de pessoas que possuem o TEA.Tais fatos contrapõe o pensamento de Sartre,no qual defendia que todo homem está condenado a ser livre,haja vista que a sociedade aparta a liberdade dos autistas  de se integrarem.                                               Em segunda instância,outro fator a salientar, são as ínfimas clínicas públicas que oferecem atendimento destinado ao tratamento neurológico.Sendo assim,por consequência,muitas pessoas de baixa renda que possuem autismo acabam por não receberem tratamentos que visam minimizar o transtorno,em razão de não poder arcar com os custos em clínicas particulares,uma vez que  a terapia de TEA em instituições privadas são altos custos.Tal situação mencionada,evidencia a negligencia do poder público em tratar dos indivíduos com problemas específicos de transtorno,descumprindo com a Constituição cidadã de 1988,que assegura a todos o direito à saúde de qualidade.                                    Com base ao que foi enfatizado,faz-se mister a urgência de medidas a fim de minimizar a problemática para garantir uma maior inclusão social.Destarte,compete ao Ministério da Educação em parceria com o Poder público investir na inclusão de autistas nas formação educacional,por meio da implementação de profissionais especializados na formação educativa de TEA,além de engajar-se em campanhas publicitárias nas escolas sobre a importância de compreender as diferenças para o exercício de uma sociedade mais integrada.Ademais,é imperioso o investimento do Ministério da Saúde em disponibilizar em clínicas públicas tratamentos de transtornos neurológicos de qualidade para garantir o desenvolvimento mental dos autistas com objetivo de assegurar à saúde,direito inalienável a todos.