Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/11/2019

Segundo Vygotsky, os primeiros contatos interpessoais da criança são o alicerce da sua aprendizagem. Consoante a isso, o convívio do autista com outras pessoas é parte fundamental do seu tratamento e da inserção à sociedade. Apesar disso, hodiernamente, o Brasil enfrenta grande dificuldade em relação a inclusão daqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA) já que, mesmo sendo de grande importância para o desenvolvimento, nem todas as escolas públicas acolhem crianças com tal característica, o que por sua vez, afeta principalmente as famílias de baixa renda.

Primeiramente, cabe ressaltar que as escolas têm papel primordial no avanço de crianças autistas, uma vez que estes necessitam de terapias comportamentais. Entretanto, são poucos ou até nulos os educandários que disponibilizam um profissional para ajudar cada aluno especial nas atividades educacionais, de maneira que a sua integração ao âmbito escolar seja prejudicado, e dessa forma, contrapõe-se ao que diz a Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista que defende a atribuição de ocupações para que estes tenham algo a se empenhar.

Somando-se a elocução, há restritos colégios comuns que atendam alunos com TEA, além de que as instituições especializadas demandam muito dinheiro, por ser um tratamento caro, de modo que famílias mais desfavorecidas mantêm seus filhos. Além do mais essa incapacidade do ensino de englobar essa parcela da sociedade, também gera muita desinformação e preconceito, condição essa que dificulta ainda mais a inserção desses indivíduos na comunidade e no mercado de trabalho futuramente. Pensando nisso, o Governo instituiu a semana de conscientização do Autismo, com o propósito de diminuir os esteriótipos e de abrir caminho para novas oportunidades.

Em síntese, é mister que os obstáculos para a inclusão de pessoas com espectro autista sejam ultrapassados. Para isso, cabe ao Governos Federal, em parceria com os Estaduais, repassarem uma verba destinada à contratação de pessoas especializadas, por meio de processos seletivos, realizados nas coordenadorias de ensino - estas por sua vez que atendem todas as localidades - a fim de que estes profissionais acompanhem e ensinem individualmente cada aluno com necessidades especias, independente de quantos sejam. Outrossim, o Ministério da Educação, em consonância com o da Saúde, deve também abrir instituições capacitadas, nesse tipo de tratamento, indicadas às famílias com membros que possuam grau severo de autismo. Assim, farar-se-á a base da educação e da inclusão, como foi dito por Vygotsky.