Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/01/2020

A popular série Atypical, retratata Sam,um jovem autista,que é constantemente alvo de brincadeiras cruéis e cercado de pessoas ignorantes sobre seu transtorno.Fora das telas,essa é,infelizmente,uma realidade no Brasil,muitos autistas sofrem grande preconceito e exclusão,devido à falta de preparo de profissionais da educação e ao desconhecimento da população sobre o transtorno.

Segundo censo do Senado Federal,existem cerca de 2 milhões de autistas no Brasil.Apesar do alto número,devido à escassa disseminação de informações sobre esse transtorno,essas pessoas são muitas vezes excluídas por sua menor capacidade de se comunicar e interagir com outras pessoas e isso é evidenciado pelo caso do Colégio Uirapuru que,em 2014, “convidou” uma criança a se retirar da escola por causa de seu autismo,mostrando o extremo preconceito e despreparo da escola,que deveria acolher e inclui-lo.

Fica claro,através desses inúmeros casos de desrespeito aos autistas,que a recente lei 12.764 sancionada em 2014, a qual defende os direitos das pessoas com esse transtorno, precisa ser melhor executada para aumentar seu impacto ,visto que o acesso à educação,além de ao mercado de trabalho e outras esferas sociais ainda é dificultado.Sendo dessa forma,imprescindível que esse preconceito seja combatido com uma maior fiscalização da conduta das escolas e empresas, assim como campanhas de conscientização.

Portanto,medidas são necessárias para resolver o impasse.Assim,o Ministério da Educação (MEC) deve exigir no currículo de profissionais dessa área o preparo e a formação para trabalhar com autistas para a maior inclusão desse grupo.Além disso,o MEC deve conscientizar a população sobre autismo,através de campanhas e palestras,para que as pessoas respeitem e entendam as dificuldades de quem possui esse transtorno e dessa forma,os desafios para a incluí-los serem superados.