Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/03/2020
É inegável que,em consonância com o filósofo São Tomás de Aquino,“todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância,além dos mesmos direitos e deveres”.Tal afirmativa não vincula-se aos dias hodiernos,à proporção que desafios de inclusão,como pessoas com autismo,são relatados na sociedade.Isso é desencadeado pela discriminação e diagnóstico impreciso.Dessa forma, é crucial que medidas sejam estabelecidas para mitigar esse descaso no Brasil.
A priori,cabe ressaltar que, de acordo com Helen Keller, escritora americana,“o resultado mais sublime da educação é a tolerância”.Tal reflexão ressalta a importância das instituições educacionais na formação dos cidadãos.Todavia,essa premissa não está sendo efetivada na prática,haja vista que há intolerância nas escolas em relação ao aceitamento de alunos que apresentam síndromes,como transtorno do espectro autista.Isso é evidenciado pela recusa de matrículas de crianças que apresentam o diagnóstico,suscitada por meio de atitudes discriminatórias e ausência de adaptação de professores e do local nas instituições.
Outrossim,de acordo com a lei,relacionada aos deficientes autistas, é imprescindível que a identificação seja precoce.Entretanto,nota-se que isso não é efetivado na prática,em virtude da imprecisão e ausência de informação sobre o tema.Diante disso,vê-se a dificuldade do vínculo social e do aprendizado de conteúdos, em razão da ausência de acompanhamento profissional, como psicólogos e terapeutas ocupacionais,a fim de orientá-los na integração social, na comunicação, e no aprendizado da escrita.
Dessarte,é essencial que intervenções sejam determinadas a fim de atenuar essa problemática no país.Dessa maneira,é fulcral que o Ministério da Educação estabeleça,nas escolas, projetos,como cursos,com intuito de aprimorar a qualificação dos profissionais na adaptação do reconhecimento de estudantes com espectro autista.Ademais, é necessário que as instituições educacionais contratem psicólogos e terapeutas ocupacionais ,com o fito de detectar e orientar os alunos e responsáveis na comunicação e na interatividade social.