Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/05/2020
A constituição de 2012 assegura a lei 12.764 que determina a inclusão a tratamentos de saúde e a educação ao portadores de TEA (Transtorno do espectro autista). Entretanto, diversos são os obstáculos que impedem com que esses indivíduos garantam seus direitos legais, por exemplo a negligência governamental e a falta de assistência médica e escolar impedem o desenvolvimento social e o bem estar dos autistas no Brasil.
Em primeiro lugar, à falta de profissionais de saúde especializados e preparados para receber esse tipo de público dificulta ainda mais o acesso a terapias e tratamentos médicos, visto que a inacessibilidade dificulta o desenvolvimento e o bem estar desses pacientes. Nesse sentido, o documentário “Um só mundo” relata as dificuldades do cotidiano de pessoas portadoras de autismo e a falta de tratamento barato e adequado no Brasil. Portanto, o descaso governamental frente a essa problemática descumpre o que é assegurado pela constituição brasileira.
Outro aspecto a ser abordado é a ausência de gestão pedagógica voltada para receber pessoas autistas em escolas e até a negação de escolas em recebe-los torna inacessível a educação e dificulta o aprendizado e a interação social. Conforme o filme “Arthur e o infinito” mostra como as escolas bem preparadas são de difícil acesso e como as famílias se adaptam pós o diagnóstico de autismo. Logo, é necessário medidas para que as leis se cumpram de forma objetivas e não abstratas garantindo a democratização à educação no país.
Portanto, é necessário ações para garantir o acesso aos portadores de autismo o que é declarado por lei. Cabe ao Ministério da Saúde investir em profissionais especializados no tratamento aos autistas de modo que, os atendimentos sejam feitos em hospitais públicos de saúde e as terapias sejam feitas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mais próximo da casa do paciente. Cabe também ao Ministério da Educação capacitar professores de rede pública e particular para receber esses indivíduos, por meio de cursos gratuitos para professores e gestão escolar. Espere-se que com essas medidas seja possível o acesso saúde e educação em função da inclusão de autistas no Brasil.