Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/04/2020
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a criança com autismo desenvolverá problemas muito graves de relacionamento social. Portanto, essa dificuldade associada a falta de informação das pessoas a respeito do autismo, faz com que os indivíduos portadores dessa síndrome sofram com a forte preconceito social, e desenvolvam diversos traumas secundários.
Por conseguinte, o autista será lento nas suas respostas, na síntese de informações e raramente conseguirá participar de um grupo de conversa sem se concentrar em outro assunto que não estivesse em debate. No entanto, o análise do autismo, além de ser imprecisa, é um problema. A sociedade,
carente de informação, julga o autista como “doido”, “lesado”, então, os responsáveis por indivíduos com sintomas evitam o diagnóstico por medo, mas principalmente por preconceito. Tais problemas fazem com que os indivíduos com o diagnóstico já pronto sejam submetidos a crescer em um meio corrompido por ideias incoerentes com a realidade.
Na série estadunidense The Good Doctor, o Dr. Shaun Murphy tem autismo em alto grau, ele, não só sofreu com a aceitação e inclusão por parte da sua família e sociedade, como também desenvolveu traumas ao longo de sua vida. Apesar de aparecer na série já adulto e formado, ela retrata os grandes desafios enfrentados por ele, e a forte lembrança dos traumas que sofreu no passado como, a morte do seu coelho e de seu irmão. Então, ao analisar-se os fatos, é evidente que vários dos transtornos desenvolvidos por ele é associado ao preconceito da sociedade, e a sua dificuldade de se adaptar no meio em que está. E, para exemplificar a realidade, o drama expõe o dia a dia dele dentro de um grande hospital, no qual ele é desvalorizado e tido como incapaz.
Tendo em vista a carência de informação por parte de grande parte da sociedade, vinculada aos preconceitos e traumas sofridos pelas pessoas com a síndrome, cabe aos órgãos competentes como Ministério da Saúde e Ministério da Educação (MEC) desenvolverem campanhas informacionais como, por exemplo: caminhadas comunitárias no dia mundial do autismo; palestras para transmissão de informações. Como também, deve-se promover políticas de saúde como objetivo de diagnósticos mais precisos e tratamentos adequados, que cuidem de seus medos e traumas. Para que assim, esses indivíduos sejam tratados da melhor maneira possível e sejam gradativamente incluídos nos meios sociais.