Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 07/04/2020
Na série atypical disponível na rede de streaming Netflix, o protagonista tem autismo e passa por diversas situações de preconceito e falta de compreenção.Fora da ficção, a situação é complexa, pois a falta de preparo para recepção de alunos com espectro autista aliado a pouca disseminação para o público em geral de como se deve agir com eles torna a vida dessa parcela da população mais difícil.
A princípio, é evidentes que as escolas públicas e privadas do Brasil, em sua maioria, não possuem o aparato necessário para receber os alunos com autismo.Nesse contexto, é inegável que os professores precisam receber capacitação para o correto tratamento e a instituição deve contar com uma psicóloga preparada para esse grupo.
Além disso, é preciso mudar a forma como a sociedade enxerga pessoas do espectro.Nesse contexto, para o sociólogo Francês Émile Durkheim, a escola é uma das instâncias da socialização.Logo,é vital apresentar não só o conteúdo, mas noções de cidadania, ou seja, a escola deve servir como base para formação de cidadãos não apenas com conhecimentos técnicos.
Portanto, é notório que o pouco preparo das instituições em receber os autista em conjunto com a pouca disseminação da forma correta de trata-los agrava a sitição.Assim, cabe ao Ministério da Educação promover cursos preparatórios obrigatórios para professores a respeito de como tratar os alunos do espectro.Ademais, a presença de um psicólogo na instituição deve ser cumprida e anualmente o mesmo deve ministrar palestras para alunos e pais a respeito de como tratar esse grupo, pois eles são mais introspectivos e alguma coisa simples como toca-los sem avisar pode ser gatilho.Dessa maneira, o que ocorre na ficção não se tornará realidade.