Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/04/2020

O trastorno do espectro autista é um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado pelo comportamento repetitivo e deficit na comunicação e interação social. Além disso, no Brasil, em 2010, estima-se cerca de 500 mil casos do transtorno. Entretanto, a realidade dos portadores do autismo é a falta de inclusão social, em virtude do negligenciamento governamental brasileiro. Logo, faz-se necessário a análise dessa conjuntura, com intuito de promover políticas públicas inclusivas no Brasil hodierno.

Em primeira análise, segundo dados da USP, em 2018, apenas em 1993 o autismo foi incluído na lista de doenças da Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, os dados explicitam o negligenciamento do governo acerca da promoção de acesso ao direitos de forma igualitária aos autistas.  Assim, portadores do autismo enfrentam problemas dentro de escolas e empresas, devido a dificuldade de incluir em determinados ambientes. Portanto, os direitos universais não são desfrutados por todos cidadãos, provocando desigualdade social.

Além disso, vale ressaltar que, o preconceito e os empecilhos no desenvolvimento do portador do transtorno são consequências dessa desigualdade social. Sob essa óptica, segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, o ser humano é intrinsecamente social, logo a inclusão social é necessário para que haja harmonia entre o individuo e a sociedade. Desse modo, com a concepção instruída acerca do autismo, o individuo abdica forçadamente de sua essência, o qual contribui para a sua exclusão.

Infere-se, portanto, a relevância na promoção de políticas públicas para os portadores do transtorno do espectro autista no Brasil. Para que isso ocorra é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação proporcione a inclusão social e desconstrução do preconceito estruturado, por meio de contratação de professores especializados em educação especial nas escolas e psicopedagogos, a fim de proporcionar o principio de igualdade Já que, a escola é a principal forma de inclusão social, segundo Durkheim. Assim, haverá um ambiente igualitário.