Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/05/2020
Na obra “Utopia”,do escritor inglês Thomas More,é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto,o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega,uma vez que a inclusão de pessoas com autismo no Brasil apresenta desafios. Tal problemática é grave em virtude da discriminação e preconceitos que sofrem,e,sem dúvidas é uma das enfermidades mais sérias deste século.Desse modo,torna-se premente analisar os principais impactos desse imbróglio,além de apresentar soluções para o impasse apresentado.
Vale ressaltar a princípio que,a liquidez e volatilidade da sociedade atual, retratada por Zygmunt Bauman,nada mais é que um catalizador para a intolerância dos indivíduos preconceituosos em relação às pessoas do espectro autista ,em razão da falta de entendimento e respeito ao próximo - a empatia seria um antídoto para o início da desconstrução da rejeição por grande parte da sociedade- uma vez que a arte de se colocar no lugar do outro poderia transformar o mundo.Dessa forma,é importante destacar a relevância da desestruturação do preconceito e da liquidez dos indivíduos.
Em segundo plano,a existência das instituições zumbi - a qual elas não cumprem o seu papel,porém mantêm suas formas,ou seja são mortas vivas - é característica da “bolha” em que as pessoas que possuem tal distúrbio estão inseridas,uma vez que,suas necessidades não são atendidas,como uma inclusão efetiva em meios trabalhistas,escolares,sociais.
Assim,faz-se necessária a atuação das instituições escolares em parceria com a mídia,na educação da população - especialmente dos jovens que ainda estão formulando opiniões a respeito das várias temáticas - acerca da necessidade de se construir respeito e inclusão das pessoas autistas .Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras,que ao serem ministradas em escolas e universidades,orientem a sociedade a serem cidadãos melhores no sentido de se desconstruir a bolha preconceituosa que os indivíduos vivem.