Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/05/2020

Na série “Atypical”, retrata a vida de Sam, um garoto do espectro autista, que almeja alcançar a independência e superar obstáculos cotidianos que se tornam mais complexos ao tentar se encaixar na sociedade. Nesse contexto, é notório que ainda ocorre desafios para a inclusão dos portadores de autismo na sociedade, o qual decorre, tanto pela visão inferiorizante por parte da sociedade em relação aos indivíduos do espectro, quanto pela ausência de auxílio governamental que garanta a inclusão desses indivíduos na sociedade. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser alcançados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.

Primordialmente, é necessário pontuar que a exclusão e o preconceito do autista por parte da população corrobora para esse problema. Consoante Hanna Arendt em sua perspectiva de ‘‘Banalidade do Mal’’, denota que, tal comportamento passar a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação. Partindo desse pressuposto, a discriminação constante praticada contra autistas, acarreta na normalização de tal ato por aqueles que não tem o conhecimento sobre tais indivíduos. Dessa forma, a falta de conhecimento e a discriminação corriqueira, são fatores que colaboram para a exclusão dos autista da sociedade.

Outrossim, a ausência de profissionais qualificados para lidar com indivíduos do espectro é o principal causador do problema. De acordo com Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de garantir o bem-estar da população, entretanto, o Estado não garante a inclusão dos autistas na sociedade. Dessa maneira, a ausência de profissionais qualificados para lidar com indivíduos do espectro, somado com, a falta de atendimento necessário para esses indivíduos, acarreta na exclusão dos autistas na sociedade.

Dessarte, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Desse modo, urge que o MEC promova eventos plurissignificativos, tais como palestras nas escolas, campanhas midiáticas e oficinas sobre a inclusão social, para garantir que os indivíduos do espectro sejam inseridos na sociedade, e a desconstrução do preconceito enraizado. Simultâneamente, o Governo Federal em parceira com o MEC, deve investir na capacitação profissionalizante de indivíduos para o atendimento especializado e adequado aos autista. Nesse sentido, a inclusão dos indivíduos do espectro não seria mais uma utopia no Brasil.