Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/05/2020

Funcionando como a Segunda Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em repouso até uma força suficiente atue sobre ele e mude o seu percurso. Os desafios para a inclusão de pessoas com autismo é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionarem como a força suficiente capaz de mudar o percurso do problema da permanência para a extinção, a união de fatores governamentais em conjunto com o preconceito acabam por contribuírem com  a situação atual.

Precipuamente, é crucial pontuar que os desafios enfrentados derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que se concerne  à criação de mecanismos de caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à precária atuação das autoridades no que se concerne a escassez de políticas públicas que atenuem os impactos causados pela problemática. Dese modo, faz-se primordial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é evidente ressaltar o preconceito como promotor do problema. Tal como na série ‘‘The Good Doctor", que retrata o cotidiano de um jovem médico autista que enfrenta desafios em seu trabalho, sendo diversas vezes julgado incapaz por outros médicos, unicamente por possuir a síndrome citada. Partindo dessa óptica apresentada, torna-se nítido que as pessoas pertencentes ao espectro autista enfrentam diariamente dificuldades para inserir-se na sociedade devido ao preconceito. Por conseguinte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro danoso.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança deste percurso. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao Governo Federal, a implementação de políticas públicas que evidenciassem todos os direitos que estas pessoas possuem. Esta ação pode ser feita por intermédio de campanhas de conscientização que ressaltassem a importância de ter conhecimento  sobre o assunto, além de cotas exclusivas que garantissem o entrada dessas pessoas nos mais diversos âmbitos. Em particular para o ingresso em universidades. Só assim, os preconceitos poderiam ser quebrados, e o Governo atuaria de forma harmônica com a sociedade para funcionarem como a força descrita por Newton, mudando o problema da permanência para a extinção.