Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/05/2020

Atividades repetitivas e restritas. Dificuldade de interação social. Problemas de domínio da linguagem. Esses são alguns dos problemas mais característicos em pessoas que sofrem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dessarte, ao contrário do que muitos imaginam, o autismo é bem comum na atualidade, manifestando-se em 1 a cada 110 indivíduos. Contudo, a descriminação sobre esses cidadãos e a falta de conhecimento acerca dos direitos existentes, é muito preocupante no Brasil.

Desse modo, na série “The Good Doctor”, o protagonista é discriminado inicialmente no mercado de trabalho por ser autista, mas, após um tempo, percebem que ele tem um ótimo potencial. Com isso, apesar de ser uma situação cinematográfica, no dia a dia é muito comum que situações semelhantes ocorram, assim, é perceptível que o preconceito acerca de pessoas autistas leva também a descriminação e pode prejudicar o indivíduo de diversas formas. Portanto, a forma como a sociedade se apresenta diante do TEA é preocupante e imprudente.

Além disso, segundo a lei de número 12.764, toda pessoa autista também tem direitos garantidos, como a educação, a inserção no mercado de trabalho, a proteção contra abusos e explorações, dentre muitos outros. Apesar disso, o desconhecimento da população sobre esses direitos vem sendo muito prejudicial na inclusão dos autistas na sociedade, isso pois, são tratados com desigualdade e, muitas vezes, vistos como seres incapazes de realizar atividades cotidianas. Por isso, a falta de informação no país é negligenciada pelo Estado e Ministério da Saúde (MS).

Dado o exposto, é essencial que o MS, mediante anúncios televisivos e publicações em redes sociais, divulgue campanhas frequentes de conscientização do TEA, a fim de extinguir a descriminação contra o autista, visto que acaba sendo prejudicial ao processo de vida de desses indivíduos. Ademais, é de explêndida importância que o Tribunal de Justiça Federal, por meio de anúncios, divulgue frequentemente os direitos dos autistas, com intuito de alertar a população, principalmente empregadores.