Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/05/2020
De acordo com a Segunda Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força suficiente atue sobre ele e mude o seu percurso. Da mesma maneira, os desafios da inclusão de pessoas com autismo são problemas que persistem na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionarem como a força capaz de mudar o percurso da adversidade da permanência para a extinção, a união de fatores governamentais em conjunto com o preconceito acabam por contribuírem com a situação atual.
Precipuamente, é crucial pontuar que os desafios enfrentados derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que se concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à precária atuação das autoridades no que se concerne à escassez de políticas públicas que atenuem os impactos causados pela problemática. Desse modo, faz-se primordial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é evidente ressaltar o preconceito como promotor do problema. Tal como na série ’’ The Good Doctor", que retrata o cotidiano de um jovem médico autista que que enfrenta desafios em seu trabalho, sendo, diversas vezes, julgado incapaz por outros médicos, unicamente por possuir a síndrome citada. Partindo dessa óptica apresentada, torna-se nítido que as pessoas pertencentes ao espectro autista enfrentam diariamente dificuldades para inserir-se na sociedade devido ao preconceito. Por conseguinte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro danoso.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que mudem o percurso do problema. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao Governo Federal, a implementação de políticas públicas que evidenciassem todos os direitos que essas pessoas possuem, que são por muitas vezes desconhecidos. Logo, essa ação pode ser feita por intermédio de campanhas de conscientização que ressaltassem a importância de se ter conhecimento sobre o assunto, além de cotas exclusivas que garantissem a entrada dessas pessoas nos mas diversos âmbitos. Sendo, em particular, em universidades. Só assim, os preconceitos poderiam ser quebrados e o Governo atuaria de forma harmônica com a sociedade para funcionarem como a força descrita por Newton, mudando o percurso do problema da permanência para a extinção.