Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/01/2022

O autismo se destaca pela presença de um comportamento severo e invasivo em três áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação e presença de comportamento, interesses e atividades estereotipadas. Entretanto, a falta de informação por parte dos pais em relação aos sintomas e comportamentos deste transtorno acabam por retardar o diagnóstico. Com efeito, o transtorno é identificado somente na fase escolar, deparando então, com professores despreparados para esses alunos. Nesse sentido, os autistas adquirem uma educação excludente e desigual.

Pais informados é o começo de um grande progresso na vida de uma criança autista, saber lidar com as dificuldades e entender os seus limites facilita muito na intervenção. Prova disso, vê-se no seriado “Atipical”, exibido pela Netflix, os pais buscam ajuda de uma equipe multidisciplinar dando continuidade ao tratamento até a fase da adolescência, fazendo com que o filho tenha uma vida mais normal possível.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência em seu art. 27 afirma que é dever do Estado garantir uma educação de qualidade, porém é possível notar a negligência na falta de educação continuada para os docentes.

Diante dos fatos, torna-se necessário medidas para solucionar os problemas.

O Estado deve investir na formação continuada dos docentes e ampliar as salas de recursos para o Atendimento Educacional Especializado para o publico alvo da Educação Especial (alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e super dotação). Projetos também devem ser  desenvolvidos com a finalidade de informar os pais sobre a importância do diagnóstico para a intervenção precoce.

Assim, será possível uma educação que inclui a todos. Só então seremos indivíduos providos de igualdade.