Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2020
Educação é para todos
O autismo é um espectro de transtornos que causa perda da percepção das exigências do mundo. Desta forma, crianças que apresentam essa síndrome, têm dificuldade em socializar e de compreender coisas básicas da rotina. Assim, para que os impactos dessa deficiência sejam minimizados, é necessário dar base para os portadores desde o diagnóstico.
Em 2018, foi sancionada a Lei nº 12.764 que reconhece o autismo como uma deficiência e assegura direitos para os portadores. Isso significa que essas crianças devem ser aceitas em escolas e devem ter acesso a tratamento multidisciplicar. Porém, escolas privadas tendem a recusar a matrícula de crianças autistas. Com a dificuldade de socialização que esses indivíduos carregam, de nada adiantaria o tratamento multidisciplinar se não houver a oportunidade de praticar a interação e conversação.
Além disso, segundo o jornal O Globo, 48% das crianças autistas do estado do Rio de Janeiro estão fora das escolas. Isso expõe o grande desafio de dar base para a vida de deficiêntes portadores do autismo. Há também a dificuldade de estruturar as instituições para que possam atender esse público, com presença marcante dos pais e que seja acessível para as diversas condições finaceiras.
Portanto, é evidente que a Síndrome de Asperger é uma condição mental que dificulta a inserção dos portadores na sociedade, e as condições educacionais do Brasil colaboram para maior dificuldade de reverter esse quadro. Por isso, o Ministério da Educação deve elaborar e executar leis de fiscalização em escolas públicas e privadas utilizando-se de agentes profissionais da área de terapia ocupacional para garantir que os indivíduos austistas estejam bem introduzidos e bem assistidos na carreira escolar. Desta maneira, finalmente a educação do país dá um primeiro passo para a igualdade.