Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/06/2020
Conforme expõe o filósofo Pierre Bounder, as pessoas são resultados de suas particularidades em conjunto com a vivência social. Essa ideia demonstra que para o indivíduo enriquecer sua existência é de suma importância a vida em grupo. Contudo, é evidente que nem todos podem desfrutar da plena convivência social, o que se reflete, nocivamente, nos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil . Desse modo, esse cenário antagônico é fruto de questões sociais e políticas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o tratamento preconceituoso aos autistas é prejudicial para a sua vida em sociedade no Brasil. Assim, o desconhecimento, majoritariamente, das peculiaridades dos autistas, por exemplo, como a dificuldade de aprendizado e de socialização, gera um entrave para a comunicação e a inclusão destes, o que pode repercutir de forma negativa na sua conduta. Comprova-se, assim, pelo Documentário " Take Your Pills" que, entre outros casos, retrata a história de um jovem autistas que consome medicamentos estimulantes para melhorar sua performance nos estudos. Entretanto, apersar disso, essas drogas acarretam um comportamento depressivo e introspectivo ao jovem . Nesse aspecto, a suposta inferioridade sentida pelos autistas por conta do preconceito têm gerado danos à sua vivência em comunidade, sendo assim, algo grave ante os estudos de Pierre B..
Por conseguinte, a imprudência dos governantes diante a inclusão é uma mazela , visto que atuam de forma a manter esse cenário. Nesse sentido, a indiferença dos políticos, tragicamente, deve-se à inércia no Congresso para projetos que assistam os necessitados de maneira eficiente, devido à falta de programas que promovam os direitos sociais dos autistas. Acerca disso, o jurista Thomas Humphrey Marshall afirma que a plena cidadania só é alcançada quando o indivíduo tem assegurado os direitos civis, sociais e políticas . Todavia, é nítido na realidade o desrespeito com a integridade dos autistas pela displicência com um educação de qualidade e a qualificação profissional, fatos que se confirmam pelo mesmo documentário. É,consequentemente, inadmissível o descomprimento com as prerrogativas dessa minoria social - grupo de baixa representatividade política.
Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Assim, o estorvo deve ser combatido pelas escolas. Urge que o Ministério da Educação (MEC) promova, nos colégios públicos e nos particulares, projetos que estimulem a socialização dos autistas. Nessa óptica, esse programa será realizado por meio do contrato de profissionais que realizam atividades lúdicas para a compreensão do problema. Enquanto isso, gerar uma reflexão dos discentes sobre a inclusão dos autistas. Espera-se , sob essa perspectiva, a concretização das máximas de Marshall e de Bounder.