Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Aristóteles, filósofo da antiga Grécia, denotou que o homem possui uma capacidade de organização social complexa e robusta, caracterizando-o como um animal político. Tal pensamento, baseado nas relações interpessoais, instituiu o que hoje chamamos de sociologia. Entretanto, durante o final do século XX, observou-se uma condição de dificuldade de socialização e comunicação de alguns indivíduos, o transtorno do espectro autista, TEA. Este espectro é intensamente deturpado por parte da população, evidenciando os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.
De fato, é notória a exclusão sofrida pelos autistas no Brasil, especialmente as crianças, já que o processo da educação se torna mais delicado e exige um maior cuidado para que o aprendizado seja concretizado. Ademais, os desvios na comunicação com o professor e os colegas de classe são, muita das vezes, interpretados como características individuais propositais, o que resulta em uma grave repressão com o autista. Tais fatores dificultam a socialização antecipada do autista com a sociedade, o que agrava suas dificuldades interpessoais, que poderiam ser amenizadas com uma inserção do autista na sociedade durante a infância.
Além disso, é evidente o desconhecimento das particularidades desse espectro por parte dos órgãos do Governo Federal, que negligenciam o acesso adequado dos autistas ao lazer e cultura, já que os portadores possuem irritações ao comparecer em atividades culturais comuns para o restante da sociedade, como o cinema, que devido ao som e luminosidade intensa, causa sérios incômodos ao autista. Com isso, os direitos à cultura e lazer, previstos na Declaração dos Direitos Humanos, ficam comprometidos, o que subtrai dos portadores de autismo os mais elementares cuidados básicos que cabiam à estrutura estatal.
Vistas todas as questões anteriores, é inquestionável o despreparo dos cidadãos e do Governo Federal com a inclusão do autista, o que deixa o portador do TEA à mercê da sociedade. Sendo assim, se faz necessário que o Governo Federal crie a plataforma de assistência ao autista brasileiro, um aplicativo de ampla abrangência, que fornece informações sobre o autismo para a sociedade e exibe conteúdos educacionais e culturais, como filmes especiais, para autistas. Tal plataforma seria feita por meio do Google Education, que já possui estrutura para projetos educacionais. Dessa forma consegue-se fornecer os direitos elementares ao autista, o que ira melhor incluí-lo à sociedade brasileira.